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Vasos da vida
Na poesia encanta-se com a palavra como ela é rica numa desbravada sai o verso e fica tanto por ainda
Enamorei-me e dentro deste vaso vermelho estou às vezes certo amarelo quer invadir as texturas mas no hermético isto não deixa acontecer
I canto
Vasos
No traçado a taça de vinho
No milagre feito a asa da água vermelha ficava e ao som dos alaúdes todos copulavam
No silencio de véspera o antes vazio sorriu ...
Nos vasos de carne a semente plantada
A mulher munida de toda a humanidade
Carrega no vaso o ventre da vida
O bebe no profundo esquecimento guardado no vaso de barro
Negritude e sílica de movimentos iguais enchem o vaso esvaziam as almas dando a luz aos gêmeos Aurora e Crepúsculo
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